O GEMDA – Grupo Experimental de Música e Dança de Aveiro, é uma Associação Cultural, sem fins lucrativos, empenhada na divulgação e promoção da Dança, que nasceu em 1983. Em 1986, por sugestão do Ministério da Cultura, foi criado um Protocolo entre o GEMDA e a Câmara Municipal de Aveiro, visando a criação da Companhia de Dança de Aveiro – CDA. Em 2006 foi assumido o seu carácter profissional. Pioneira no desenvolvimento do conhecimento da Dança em Portugal, foi-lhe atribuída em 2008, pelo Município Aveirense, a Medalha de Mérito Cultural.

Presentemente, está empenhada na formação de técnicos e bailarinos que viabilizem o seu Corpo de Dança, criando mesmo bolsas para jovens com empenhamento e talento, que não tenham possibilidades financeiras para assumirem essa formação nas escolas nacionais.

A realização de workshops e espectáculos, tem sido um dos modos de se cativar intérpretes e público para esta área artística tão cheia de virtuosismo.

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Sexta-feira

Espectáculo “CORPOVISÓRIO” - TERRITÓRIO DO OUTRO

A Companhia de Dança de Aveiro - CDA e o CETA vão apresentar, neste espaço do Canal de S. Roque em Aveiro, nos próximos dias 1 e 2 de outubro, sexta e sábado, pelas 21,30 h o espectáculo

“CORPOVISÓRIO” - TERRITÓRIO DO OUTRO

É uma Concepção e Criação Coreográfica de Edson Fernandes, Assistente da Direcção Artística da CDA com
Música de Sidney Bechet, Dave Brubeck, Luiz Bonfá, Nancy Sinatra e Bernardo Pacheco e Operação de Luz de Daniel Soares

Intérpretes: Claudinei Garcia ou Edson Fernandes, Filipa Peres ou Guida Maurício, Lina Gómez e Mylena Feliciano.

SINOPSE

“Corpovisório” é um estudo num processo composto por cenas coreográficas, onde os intérpretes partem de suas individualidades e procuram mecanismos de aproximação ao espaço do outro. Assim, surgem questionamentos de jogos de relacionamento, na tentativa de permitir diálogos corporais e verbais.

EDSON FERNANDES

Bailarino, Coreógrafo e Artista Plástico, iniciou seu estudo como artista aos 11 anos no Grupo Beth Dorça em Uberaba MG Brasil, onde trabalhou com Marcelo de Melo, Regina Dragone, Jair Moraes, Ivonice Satie, Ismael Guiser, Roseli Rodrigues e Luiz Arrieta.
Dançou na Distrito Cia de Dança sob direcção de Patty Brown e trabalhou com Sandro Borelli, Jorge Garcia, Henrique Rodovalho e Susana Yamauchi.
Dançou na Ribeirão Preto Cia de Dança sob direcção de Luciana Junqueira e trabalhou com Fernando Martins, Thiago Junqueira, Fernandes Nascimento e Ricardo Scheir.
Foi Director da Riscas Cia de Dança.
Foi Coreógrafo do Grupo Finac, da Continuato Cia de Dança, da Cia Masculina Jair Moraes, da Cia Experimental Dança Vida e da Ribeirão Preto Cia de Dança.
Como Coreógrafo recebeu o prémio de Melhor Coreógrafo do Festival de Dança de Ribeirão Preto em 2002 e 2007.
Como Artista Plástico participa da Mostra de Arte da Juventude no SESC Ribeirão Preto e da Exposição paralela ao Salão de Arte de Ribeirão Preto SP.
Presentemente é Assistente da Direcção Artística da Companhia de Dança de Aveiro – CDA, onde dança Barrococó e integra o novo bailado Amadeus. Está a desenvolver o Projecto Corpovisório, na área da pesquisa coreográfica.
Também apresenta alguns trabalhos em Festivais e Espectáculos da CDA como o Solo Lua.

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A Dança é uma Arte, fundamental para a formação artística e integração social, desenvolvendo e estimulando múltiplos sentidos, tais como: o táctil (sentir os movimentos e benefícios do corpo), o visual (ver os movimentos e transformá-los em actos), o auditivo (ouvir a música e dominar o seu ritmo), o afectivo (emoções e sentimentos transpostos na coreografia), o cognitivo (raciocínio, ritmo, coordenação) e o motor (esquema corporal).

Por que uma Empresa deve investir em Cultura?

Para responder a esta pergunta, talvez seja melhor, inicialmente, invertê-la: Por que a Cultura deve receber investimentos?Embora os meios de comunicação retratem a Cultura como sinónimo de entretenimento, e se compreenda nas Acções Culturais e artísticas principalmente o seu valor como fonte de distracção e lazer, é necessário entender a Cultura no seu sentido amplo, o seu real papel.A Cultura é o elemento que garante a todos – Criadores, Artistas e Público – o direito à celebração da sua identidade, à manifestação da sua sensibilidade e emoção, desenvolvendo, a um só tempo, o espírito crítico, a imaginação e o sentido de colectividade, num processo de consciencialização, sociabilização e transformação social. Viver as potencialidades da Cultura equivale a participar de uma época, de uma história, de um povo, de um país, de um momento específico do mundo.
O real papel da Cultura, o que justifica o investimento empresarial é o seu aspecto social, a sua capacidade de transformar o mundo à sua volta, tornando-se numa forte vantagem competitiva e uma oportunidade de mercado para a empresa que investe ou que tem interesse em investir em Cultura.