O GEMDA – Grupo Experimental de Música e Dança de Aveiro, é uma Associação Cultural, sem fins lucrativos, empenhada na divulgação e promoção da Dança, que nasceu em 1983. Em 1986, por sugestão do Ministério da Cultura, foi criado um Protocolo entre o GEMDA e a Câmara Municipal de Aveiro, visando a criação da Companhia de Dança de Aveiro – CDA. Em 2006 foi assumido o seu carácter profissional. Pioneira no desenvolvimento do conhecimento da Dança em Portugal, foi-lhe atribuída em 2008, pelo Município Aveirense, a Medalha de Mérito Cultural.

Presentemente, está empenhada na formação de técnicos e bailarinos que viabilizem o seu Corpo de Dança, criando mesmo bolsas para jovens com empenhamento e talento, que não tenham possibilidades financeiras para assumirem essa formação nas escolas nacionais.

A realização de workshops e espectáculos, tem sido um dos modos de se cativar intérpretes e público para esta área artística tão cheia de virtuosismo.

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Sexta-feira

Bailarino da Companhia de Dança Belga do conhecido Coreógrafo Wim Vendekeybus realiza Workshop na Companhia de Dança de Aveiro no início da próxima semana.

A Companhia de Dança de Aveiro - CDA vai receber o bailarino Ricardo Ambrósio para a realização de um Workshop de Dança nos próximos dias 4 e 5 de Outubro, mais precisamente nas próximas segunda e terça feira, entre as 10 h e as 12 h, no seu Estúdio, sito na Rua das Pombas, 56 (entre o Hospital Infante D. Pedro e o Instituto da Juventude) aqui em Aveiro.

No workshop em questão serão abordadas técnicas de utilização do trabalho de chão na dança contemporânea, condensando elementos das técnicas do release, flying low, capoeira, break dance e artes marciais. Uma visão particular e desafiadora, de como a utilização do centro baixo, da força do centro e do corpo out of balance, podem criar utilizações intrigantes e inspiradoras na Dança.

Este Workshop pode ser frequentado por quaisquer bailarinos com técnica de Dança Contemporânea e terá um custo de 10 € por um dia e de 15 € pelos 2 dias.

Ricardo Ambrósio iniciou seus estudos em Dança Contemporânea e Moderno com Flávia Tápias e deu continuidade na Faculdade Angel Vianna no Brasil e mais tarde na Escola Superior de Dança de Lisboa. Após ter trabalhado com a Companhia de Dança de Almada e Companhia Instável, trabalhou com Bruno Caverna no Punch Festival 2009 e com Gerard Mosterd Transdiciplinar Theater na Holanda e ainda com Dogwolf e Companhia Ultima Vez, esta dirigida pelo conhecido coreógrafo Wim Vendekeybus, na Bélgica. Presentemente encontra-se a terminar criações próprias e prepara-se para integrar a próxima criação da Companhia Ultima Vez.

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A Dança é uma Arte, fundamental para a formação artística e integração social, desenvolvendo e estimulando múltiplos sentidos, tais como: o táctil (sentir os movimentos e benefícios do corpo), o visual (ver os movimentos e transformá-los em actos), o auditivo (ouvir a música e dominar o seu ritmo), o afectivo (emoções e sentimentos transpostos na coreografia), o cognitivo (raciocínio, ritmo, coordenação) e o motor (esquema corporal).

Por que uma Empresa deve investir em Cultura?

Para responder a esta pergunta, talvez seja melhor, inicialmente, invertê-la: Por que a Cultura deve receber investimentos?Embora os meios de comunicação retratem a Cultura como sinónimo de entretenimento, e se compreenda nas Acções Culturais e artísticas principalmente o seu valor como fonte de distracção e lazer, é necessário entender a Cultura no seu sentido amplo, o seu real papel.A Cultura é o elemento que garante a todos – Criadores, Artistas e Público – o direito à celebração da sua identidade, à manifestação da sua sensibilidade e emoção, desenvolvendo, a um só tempo, o espírito crítico, a imaginação e o sentido de colectividade, num processo de consciencialização, sociabilização e transformação social. Viver as potencialidades da Cultura equivale a participar de uma época, de uma história, de um povo, de um país, de um momento específico do mundo.
O real papel da Cultura, o que justifica o investimento empresarial é o seu aspecto social, a sua capacidade de transformar o mundo à sua volta, tornando-se numa forte vantagem competitiva e uma oportunidade de mercado para a empresa que investe ou que tem interesse em investir em Cultura.